Se o trabalho em home office já era uma realidade para um contingente expressivo de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo, a pandemia da COVID 19 ampliou este tipo de organização do trabalho para milhões de pessoas dos mais diversos setores. 
Como consequência dessa realidade, suas vantagens e desvantagens são intensamente debatidas entre trabalhadores, gestores e empresários, tornando-se objeto de estudo dos especialistas em relações de trabalho (economistas, sociólogos, administradores, advogados e, porque não, sindicalistas). 
A liberdade de quando possível, organizar sua própria jornada de trabalho é vantajoso, ou na verdade impacta na convivência familiar? O trabalhador ou a trabalhadora podem ser acionados pela empresa habitualmente fora do horário de trabalho? Cobranças via mensagem, ligações ou e-mails atrapalham o período de folga do profissional? Essa conexão mental sem descanso pode gerar transtornos e prejudicar relações sociais do indivíduo? Precisamos responder a esses questionamentos e não esquecer que tudo isso vem acontecendo dentro de um cenário de insegurança e medo, ocasionados pela pandemia. 

Neste contexto, o direito à desconexão ganha relevância pois pode garantir que o/a empregado/a não fique sobrecarregado/a, estabelecendo um período de tempo para sua vida social e lazer. Diversos países vem regulando este direito em leis e normas e os sindicatos, cientes dessa necessidade, vêm buscando essa garantia em suas negociações coletivas, em todo mundo. Aqui no Brasil, o SINDPD-PE foi pioneiro, tendo incluído este direito, antes da pandemia, em Acordos Coletivos e em 2020, na própria Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Para debater esse tema de tanta relevância para a saúde mental e física da classe trabalhadora, o SINDPD-PE promoverá uma Live na próxima quarta-feira (7/4),  às 19h, no seu canal do Youtube. Participarão da Live como debatedores o Membro da Comissão de Direito da Tecnologia e da Informação e funcionário da Dataprev, Venício Dantas e o secretário de finanças do SINDPD-PE, Messias Melo. A mediação do debate será feito por Reinaldo Soares, analista de sistemas do SERPRO.