Nesta
quarta-feira (3) a Condsef foi recebida pela direção da Geap, plano de saúde
de autogestão que atende a maior parte dos servidores federais e seus
familiares. A entidade procurou os responsáveis pela administração do plano
para buscar melhorias tanto no atendimento aos usuários quanto nas
mensalidades. A Condsef espera que a contrapartida dos planos melhore após
publicação de Portaria Conjunta, em dezembro do ano passado, que considera
idade e faixa salarial dos servidores. Quase três meses se passaram, mas
melhorias concretas não foram sentidas pelos servidores. A maioria continua
considerando os valores cobrados incompatíveis com sua remuneração. A Geap
alega que patrocinadoras vêem dificultando repasse desses novos valores. Diante
do cenário de problemas e dúvidas, Condsef e Geap concordaram em realizar um
seminário. O objetivo é levantar propostas e alternativas para melhorar o
plano em diversos aspectos.
A
baixa satisfação dos trabalhadores quanto aos serviços oferecidos pela Geap
será um dos principais temas desse seminário. A Condsef informou que o
descredenciamento da rede hospitalar e laboratorial tem prejudicado muito o
atendimento aos servidores. A entidade apresentou sua intenção e
disponibilidade em contribuir na solução dos problemas enfrentados pela Geap
que é um plano de autogestão. De acordo com a Geap, muitas parcerias vem sendo
reestabelecidas à medida que os problemas vão sendo amenizados.
Lista
de problemas é grande – Diversos problemas foram pontuados pelos
representantes da Geap. Parte deles, informaram, são responsabilidade da gestão
anterior. O alto custo das novas tecnologias disponibilizadas na área da saúde
e a baixa arrecadação para fazer frente às despesas no uso dos serviços
oferecidos foi outro ponto mencionado. Por ser um plano que utiliza o princípio
da solidariedade, a Geap reclama também que a elevada faixa etária dos usuários
prejudica a sanidade das contas da entidade. A Geap explicou que o princípio da
solidariedade ficou ainda mais difícil de ser sustentado com as novas regras
que adotam padrão remuneratório e idade para definir contrapartida dos planos.
Outros diversos problemas foram enumerados.
A
Geap reforçou que apesar de já passados quase três meses da publicação da
Portaria com regras para contrapartida nenhuma patrocinadora ainda fez o repasse
dos novos valores. Vale destacar que o princípio da solidariedade, contido no
estatuto da Geap, também não encontra boa vontade por parte das
patrocinadoras.
O seminário, portanto, será um importante instrumento para detectar
problemas e levantar soluções. Para a direção da Geap, tempo e recursos
financeiros são fatores essenciais para auxiliar no processo de melhoria do
plano. A intenção é que esta melhora aconteça também com a participação
ativa dos usuários do plano. São eles que podem melhor avaliar o que deve ser
eliminado, o que deve ser mantido e o que deve ser melhorado com relação à
Geap, para que o plano recupere a credibilidade e eficiência pautada por sua
história.
Fonte:
Condsef